terça-feira, 23 de maio de 2017

Go Grip Dorsal


Tal como referi no artigo de domingo sobre a Corrida de Alverca, experimentei uma forma diferente de prender o dorsal.

Tal deveu-se à gentileza da CovasBrinde que enviou-me uma amostra grátis do Go Grip Dorsal para poder testar e dar a minha opinião. Amostra essa que pode ser vista na foto em cima e que consta dum saquinho com os 4 Go Grip Dorsal e um folheto de instruções.

Foi assim que após 397 corridas a usar sempre os alfinetes de dama, experimentei uma nova forma de fixar o dorsal.


Em Barcelona tinha recebido algo semelhante mas magnético, o que ao tentar colocar em casa, concluí que não era boa solução pois com um movimento mais brusco podiam deslocar-se. O ideal era algo que fixasse e encontrei isso mesmo neste produto de que fiquei adepto, com os alfinetes a passarem a fazer parte do passado.

Tem um pequeno pino que atravessa o dorsal, encosta ao tecido da camisola e, no lado de dentro, tem um encaixe que o prende. Muito fácil de usar e em poucos segundos está colocado. A única questão é que se o dorsal não tiver os furinhos no canto, têm que ser feitos, o que se faz com toda a facilidade e rapidez com uma caneta ou similar.

Vantagens:
- Não fura nem deixa marca na camisola
- Fica bem fixo. Ao contrário dos alfinetes que com um gesto mais brusco podem abrir e sair (o que me sucedeu algumas vezes em corrida), inclusive picando (o que também faz parte do meu historial), este coloca-se e só se move quanto o tiramos
- Não cria fricção
- Re-utilizável as vezes que se quiser
- Muito leve (cerca duma grama) e tamanho qb (25 mm x 20 mm)
- Fabricado na Europa a partir de material reciclado
- Podem ser personalizados a nosso gosto, com impressão até 4 cores.

Para se aperceberem da facilidade e segurança da sua colocação, vejam um video explicativo, aqui.

Em resumo, e como facilmente entenderam, o teste foi muito proveitoso e não quererei agora outra coisa.
Sobre a personalização dos meus, daqui a umas semanas falamos :)

domingo, 21 de maio de 2017

Na (muito bem organizada) Corrida de Alverca

A bela da equipa representada por 7 atletas: (eu, Aurélio, Orlando, Luís, Marta, Isa e Vitor)

A Corrida Cidade de Alverca é uma corrida com um cunho pessoal que faz a diferença e um exemplo de excelente organização, preocupada com todos os aspectos relativos à prova em si e, especialmente, aos atletas, com um grande foco na informação prestada, tendo vindo a melhorar ainda mais de ano para ano.

Estou à vontade para as afirmações que em cima fiz, dado que estive presente nas 3 edições já disputadas.

Partindo dos pressupostos em cima enumerados, não é difícil constatar que continua a sua progressão no número de classificados na corrida, apesar de hoje ser um dia particularmente complicado para se aumentar participação, dado que houve uma grande concomitância de provas ao redor. Só na região da Grande Lisboa, além da corrida de Alverca, tivemos a Eco Marathon e a Corrida da Mulher em Lisboa, as de Linda-a-Pastora, Queluz e Bucelas para os troféus locais, e ainda, perto, em Samora Correia, a Meia de Setúbal e um trail na Ericeira.

Dos 443 classificados em 2015 e 577 em 2016, progrediu-se hoje para 610. 
Atletas que tiveram direito a uma série de "mimos" pois, para além da habitual t-shirt, também se receberam dois saquinhos de bolos regionais, canetas, uma revista da prova e uma bela medalha com um avião, como pode ser visto em baixo.

O percurso, algo duro, foi muito semelhante ao de 2016, variando o sentido no ponto alto da prova, a passagem na primeira pista de aviação existente em Portugal, sendo Norte-Sul ao contrário dos dois primeiros anos. E esta foi mais uma boa medida dado que em caso de vento (como o forte do ano passado), ele iria sentir-se mais no sentido anterior.

O calor, abafado, quis juntar-se à festa e se no início ainda se mascarou por o sol estar algo enublado, na altura que entrei na pista abriu e nessa parte ficou mais semelhante a semi forno.

No entanto, e apesar de não me dar muito bem com o calor, realizei uma boa prova, cujo objectivo era fazer melhor que os 53.10 do ano passado, o que consegui ao marcar 52.31, o que para este percurso, e para as minhas capacidades, é bastante bom. Aliás, fiquei surpreendido com a posição final pois não costumo ficar tão à frente na relação lugar/número de atletas, tendo sido 254º da geral entre 610 e 16º entre 33 no escalão.

Estreei, e gostei, uma forma diferente de prender o dorsal mas isso será motivo para artigo a sair durante a semana.

Em resumo, uma bela manhã, rodeado de amigos e forte participação da equipa e espero para o ano poder continuar a ser totalista neste evento.

Próxima prova - Corrida de Belém no próximo domingo.



A bela medalha de participação

sábado, 13 de maio de 2017

Mais 30

Tal como tinha dito no passado domingo, hoje foi dia de novo treino de 30. 

Depois de ter puxado bem no da semana passada, este foi planeado para ser cerca de 30 segundos por quilómetro mais lento. Mas desta vez não tive a precisão do anterior e acabaram por ser 40 segundos ao km, dado que não correu tão bem como queria, em especial a partir dos 22. Nem sempre estamos no nosso melhor e há dias assim. Mas consegui concluir o pretendido e fiquei com bons dados para analisar e planear da melhor maneira o mês de Agosto, aquele que vai ser o mês charneira para a Maratona do Porto.

Já no ano passado Agosto foi o mês mais importante, quando dei uma carga sem precedentes (de longe o meu mês com mais carga de sempre), seguido por Setembro e Outubro a manterem o esforço.

Ora quando se dá uma carga assim, os resultados podem notar-se na altura mas vão atingir o seu apogeu passados 2 a 3 meses. E se recordarmos o que me aconteceu, deduz-se que fiz o trabalho bem feito pois tive um mês de sonho. Recordo que cheguei ao Porto e bati o meu record por 15 minutos, baixando finalmente das 5 horas, depois na Meia dos Descobrimentos, tirei 4 minutos a um record que já estava com um tempo bem esticado, e na semana seguinte consegui aquilo pelo qual lutava há 10 anos, baixar dos 50 minutos aos 10 km e logo indo para o minuto 48.

Ainda referente ao treino de hoje, deu-se o acaso de encontrar por volta dos 10 o João Branco, tendo assim preciosa e sempre muito agradável companhia até aos 15. Também me cruzei duas vezes com o Rui Soeiro que ia a voar baixinho.

Enquanto os treinos que correm bem dão sinal do bom caminho e oferecem um aumento de confiança, estes que correm menos bem são muito proveitosos pelo que ensinam. Sei o que falhou e o que devo fazer para corrigir.

Domingo 21, será a 3ª Corrida Cidade de Alverca, com a minha 3ª participação.

Uma boa semana a todos! 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Actualização do top-10 de maratonistas portugueses (Salomé Rocha entra directo para 8ª na sua estreia)

(Foto retirada do Facebook de Salomé Rocha)

O último mês tem sido fantástico para as maratonistas portuguesas! Atente-se:
- 9 de Abril, Vera Nunes venceu a Maratona de Zurique com 2.34.17
- 23 de Abril, Jéssica Augusto venceu a Maratona de Hamburgo com 2.25.30
- 30 de Abril, Doroteia Peixoto venceu a Maratona de Dusseldorf com 2.32.00
- 7 de Maio, Salomé Rocha estreou-se em Maratona em Praga, sendo 6ª com a marca de 2.27.08

Um mês espantoso para as nossas atletas, provando uma vez mais o quão forte é o nosso sector feminino!

O tempo da Salomé Rocha provocou também mexida no top-10 nacional, algo que não sucedia há 2 anos. Resultado da fantástica marca de Salomé Rocha que a faz saltar, logo na sua estreia, para a 8ª melhor portuguesa de sempre, relegando para fora do top-10 Aurora Cunha.

A tabela fica assim ordenada:

1.
Rosa Mota
2.23.29
Chicago
1985-10-20
2.
Jéssica Augusto
2.24.25
Londres
2014-04-13
3.
Sara Moreira
2.24.49
Praga
2015-05-03
4.
Marisa Barros
2.25.04
Yokohama
2011-02-20
5.
Manuela Machado
2.25.09
Londres
1999-04-18
6.
Dulce Félix
2.25.15
Londres
2015-04-26
7.
Albertina Dias
2.26.49
Berlim
1993-09-26
8.
Salomé Rocha
2.27.08
Praga
2017-05-07
9.
Filomena Costa
2.28.00
Sevilha
2015-02-22
10.
Helena Sampaio
2.28.06
Amesterdão
2003-10-19

Em relação à tabela masculina, que se mantêm inalterada há 11 anos, e sem reais possibilidades de o vir a ser brevemente, está assim escalonada:

1.
António Pinto
2.06.36
Londres
2000-04-16
2.
Carlos Lopes
2.07.12
Roterdão
1985-04-20
3.
Domingos Castro
2.07.51
Roterdão
1997-04-20
4.
Manuel Matias
2.08.33
Gyeongju
1994-03-20
5.
Luís Jesus
2.08.55
Paris
2006-04-09
6.
Joaquim Pinheiro
2.09.11
Otsu
1997-03-02
7.
Alberto Chaiça
2.09.25
Paris
2003-08-30
8.
Luís Novo
2.09.41
Berlim
2004-09-26
9.
Hélder Ornelas
2.10.00
Milão
2005-12-04
10.
Joaquim Silva
2.10.42
Viena
1994-04-10
  

domingo, 7 de maio de 2017

As saudades que eu já tinha...

(Entoar como "A Minha Casinha", seja ao jeito de Xutos e Pontapés ou de Milu)

As saudades que eu já tinha
Dos meus alegres treinos de 30
Tão modestos quanto eu

Meu Deus como é bom correr
Passeio Marítimo fora
A contar cada quilómetro

(ok... metricamente não está perfeito mas dá para entender a mensagem)

Muito gosto eu destes treinos de 30 quilómetros! E já sentia saudades pois o último foi a 4 semanas de Sevilha, ou seja a 21 de Janeiro.

Para quem privilegia o prazer de corrida, é óptimo estar ali 30 quilómetros, sendo no limite do tal desgaste que mais um par de quilómetros começa a fazer sentir.

Nestes, vou apenas com uma garrafa de meio litro de água e nada de géis nem reforços de massa nas vésperas. Precisamente para na Maratona ao ter esse adicional, mais efeito produzir, bem como estar rodeado de muitos atletas pois estes treinos são quase sempre a sós.

Foi o meu 16º treino de 30 (o primeiro deu-se a 5 semanas da minha estreia em Maratona, Lisboa 2012) e... foi o mais rápido!

Só por uma vez tinha baixado das 3.10 em treino com 3.09.11 feitos em Agosto passado. Em Maratona, tinha baixado por duas vezes na passagem aos 30, exactamente nas 2 últimas (Porto 3.08.16 e Sevilha 3.06.05).

Hoje, quis impor um ritmo mais vivo e certo e apontei como tempo ideal 3.07.30
Pois imaginem quanto fiz? Sem ter feito de propósito, foi ao segundo certo que marquei 3.07.30! Ultimamente alturas há que começo a parecer um relógio suiço :)
Foi o meu melhor treino de 30 (por 1.41) e apenas batido pela passagem em Sevilha mas essa com a vantagem de ser em corrida.

O percurso foi o meu preferido: Partida do Inatel de Oeiras em direcção ao final da praia de Carcavelos (com desvios, tanto na ida como volta, pela Marina, pontão e forte). Em Carcavelos retorno e ida até depois da estação de Algés, aproveitando os passeios marítimos de Oeiras, Caxias e Algés). Retorno em Algés e acabar perto do Inatel.

Comecei às 7.30 mas deveria ter iniciado uma hora antes pois o meu único problema foi o calor que se tornou duro a partir dos 24 km (o percurso é sempre à torreira do sol). Se tivesse sido às 6.30, terminava antes da coisa apertar.

No meu (ambicioso) plano, tenho novo longo marcado para sábado, aproveitando estas duas semanas sem provas. Terá um mínimo de 24 quilómetros mas a ambição é tornar a chegar aos 30, dependendo da recuperação pois se não estiver capaz, não forçarei.

E pronto, vou agora à minha recompensa. Não sou pessoa de comer refeições mais pesadas mas há um desses pratos que é a excepção. Adoro Tripas à Moda do Porto! E hoje tinha a promessa de ter Tripas, mas com a condição colocada por mim de só ter caso completasse os 30. Com recompensas, sabe melhor! :)

Um abraço a todos e uma excelente semana!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

No 1º de Maio, novo record dos 15 com um tempo que não é para mim :)

Eu, João Cravo e Aurélio (faltou na foto o Eberhard)
Há um ano atrás, após terminar a Corrida do 1º de Maio a minha sensação era... Frustrado! Sensivelmente a esta hora estava a escrever "Corto a meta em 1.20.54 e, tenho que dizer, frustrado. Foram 14.800 metros a sonhar com o record e quando parecia que o tinha, afinal não". Esse tempo estava inflacionado pois a 200 metros da meta "A partir do momento que me apercebi que já não era possível, perdi ar mais rápido que um balão. Perdi toda a força que ainda tinha".

A razão para a frustração do ano passado tinha a ver com o facto de mais uma vez ter ficado tão perto daquele que era na altura o meu record mais antigo (vinha de Novembro de 2007) e, mais uma vez, morrer na praia.

1.20.20 era a marca e por algumas vezes tinha entrado no minuto 20 mas sem o bater (uma das vezes a apenas 2 segundos...). Até que nestas 3 últimas provas de 15... Em Junho, Fogueiras, fiz 1.18.59, marca que nunca pensei ser possível. Mas era e... há um mês nos Sinos, 1.18.03
E chegámos ao dia de hoje e esta é a sua história.

Convívio habitual antes da prova, muita cara conhecida e muitos a perguntarem-me se ia bater mais um record, o que, confesso, já me estava a chatear. Bater um record pessoal é fazer algo que nunca se fez e não uma coisa que se faça todos os dias. Além disso, e como justificava, 1.18.03 era demasiado esticado. Ia sim tentar baixar da hora e 20, o que só tinha feito por duas vezes, exactamente as últimas 2 provas de 15. 
Record do percurso era mais que provável pois estava em 1.20.43.

Preocupação principal, aquecer bem para não ter que dar aquele par inicial de quilómetros a ritmo mais poupado. 
Senti as pulsações a subirem bem, sinal que vou entrar a matar qb e logo se vê.

A dificuldade nesta prova é o equilíbrio. E por equilíbrio digo em ganharmos margem no início para compensar a subida da Almirante Reis mas sem pôr em causa a restante prova. 

A grande vantagem de andar a fazer os resultados que estou a efectuar, é a confiança que é transmitida. Noutras ocasiões seria mais conservador nesta fase inicial, mas agora penso que se da última aguentei, hoje será o mesmo.

Chego ao 4º quilómetro a sentir que estou no limite mas a aguentar. E aí passei a ter uma lebre de luxo chamada Orlando Couto que me acompanhou até perto do estádio. Mais à frente juntou-se outra preciosa ajuda, o Diogo Arraias. Obrigado amigos!

Os primeiros quilómetros tinham sido entre os 5.02 e os 5.05, a partir do Saldanha até ao Rossio foi na casa dos 4.50.

Até aí, a média estava excelente e o baixar da 1.20 parecia um dado adquirido. Será que vai dar para o record? Vamos ver o que a Almirante Reis vai ditar....

Chega-se à fase difícil da prova, a longa subida de 3 km que vai "mordendo" e os tempos passaram para 5.20, o que entrava dentro do esperado, até estava um pouco melhor.

Acabada essa fase, faltavam 3 quilómetros. Ainda haveria forças? Em vez de responder sim ou não, digo quanto fiz e logo tiram as dúvidas. 13º em 4.59, 14º em 4.47 e o último em 4.36!!!

Quase a entrar no estádio
Estou no último quilómetro e com a certeza que poderá ser possível tornar a bater este record que chegou a estar quase 9 anos activo e cujo último só fazia amanhã 1 mês. Será que resistiria? Nesta altura pensava que iria ou para 17 alto ou 18 baixo (relembro que a fasquia estava em 1.18.03). Tinha que ir buscar todas as forças que ainda tinha. Nunca deixar de acreditar.  A vontade de realizar o minuto 17 era um sonho quase selvagem. 1.17.59 chegava!

Estou quase a entrar no estádio e tenho praticamente a certeza que vou conseguir. Minuto 17, loucura!!!

Entro na pista (impossível não vir à memória o 9 de Dezembro de 2012 em que aqui entrei para completar a primeira Maratona). Olho para o relógio e... AI MEU DEUS!!!!

Foi neste momento que me caiu a ficha. No exacto sítio que me deixou frustrado no ano passado, percebi que... IA PARA O MINUTO 16!!!

Em choque. Reconheço que a partir daqui fiquei meio aparvalhado. Ao contrário do habitual, depois da prova não estava exultante, estava a digerir o que ainda me custa a acreditar. 

Últimos metros, já em choque :)
Repeti várias vezes e acreditem que o mais sincero possível. Este tempo não é para mim. Rebatiam que sim, que era pois tinha-o feito mas... ainda me custa a acreditar. OIho para o relógio, e a classificação confirma-o, e nem sei o que dizer. 1.16.41, menos 1.22 que o anterior e o "disparate" de 4.02 a menos do que o melhor neste percurso.

Muito obrigado a quem me ajuda, apoia e acredita em mim (mais do que eu). 
Sinto um orgulho muito grande pelo que tenho alcançado nestes últimos loucos tempos. E o orgulho maior é por sentir que todo o esforço que tenho aplicado, tem dado juros muito mais altos que alguma vez imaginei.
Sei o muito que tenho esforçado. E estou a receber tudo ao melhor estilo boomerang.

Meta cortada, Diogo Arraias festeja, eu desligo o relógio para a posteridade 
Próxima prova: 21 de Maio em Alverca. 
Os próximos dois fins-de-semana são reservados para treinos longos para "não esquecer". 
Sei que ainda falta meio ano para o Porto, mas só consigo qualquer coisa com muito trabalho. Há que dar no duro :)

Uma excelente semana a todos. Divirtam-se e sejam felizes!



terça-feira, 25 de abril de 2017

Mais um ano a correr livremente na Corrida da Liberdade

4 dos 5 elementos dos 4 ao Km presentes (eu, Eberhard, João Cravo e Aurélio). Faltou a Rute na foto

40ª edição da Corrida da Liberdade (minha 10ª participação). Uma corrida diferente, uma corrida não competitiva onde a intenção é comemorar a liberdade em festa, algo tão caro a um povo em geral e também aos atletas de pelotão em particular pois antes do 25 de Abril não existia a liberdade de podermos participar em corridas. Corridas abertas a todos cheiraria logo a algo revolucionário aos olhos de mentes retrógradas e cinzentas que temiam conspiração em tudo.

Tal como no ano passado, a partida deu-se ao lado do mercado e não no quartel, dado que este pertence agora à GNR. 
O que me deu a sensação, e não foi apenas a mim, é que este ano ainda estavam mais atletas do que o habitual. Na recta da subida do quilómetro inicial, olhando para a frente e para trás, não me admiraria se o número não tenha chegado aos dois milhares.

Como no domingo, na Estafeta, foi dia de dar forte e feio, culminando com novo record aos 5 numa marca impensável há pouco tempo atrás, estava planeado que esta era para fazer num ritmo mais à desportiva. 
Não imaginava era ser tão rigoroso (na realidade calhou...), pois marquei 58.52 para os cerca de 10.700, média exacta de 5.30, quando tinha planeado fazer uma média de... 5.30
Acertar isto ao segundo já quase parece de profissional!


Como sempre o ambiente foi muito bom e característico desta prova/festa.
É bom nunca esquecer o tesouro que é viver em liberdade, e basta olhar para uma série de países para melhor apreciarmos o que temos. E nem esquecer o que passámos há mais de 43 anos. Eu era ainda adolescente, não me apercebi nem dum décimo mas recordo o medo e o "estrangulamento" mental de muitas acções triviais e de muito difícil compreensão aos olhos de hoje.


Uma referência especial a Nuno Santiago pelas suas palavras durante a prova, em relação ao trabalho que desenvolvo no histórico de resultados e que está cada vez mais difícil de manter pelo crescente número de corridas cada fim-de-semana. Se não tivesse agora o tempo que tenho disponível, já não seria possível. Não o faço para isso mas cai sempre bem ouvir os elogios que proferiu e agradeço.

Próxima prova, aí já novamente em ritmo competitivo, 2ª feira, Corrida do 1º de Maio.

Uma boa semana a todos!