quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Na 1ª Corrida de Agradecimento ao Dador (obrigado S.Pedro pela trégua!)

Em formação de equipa, com o Aurélio, a chegarmos à meta e apanhado como  gosto, com os dois pés no ar

Disputou-se hoje, neste feriado reconquistado, a 1ª edição, espero de muitas, da Corrida & Caminhada de Agradecimento ao Dador, em pleno Parque das Nações.

Este evento teve como objectivo não só agradecer ao dador de órgãos e sensibilizar as pessoas para a doação de órgãos, mas sobretudo incentivar e consciencializar para a importância da prática de exercício físico na sua população específica e na população em geral.

O valor angariado reverteu a favor do GDTP - Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal e destina-se a apoiar o desenvolvimento do plano de actividades para a promoção do exercício físico e do desporto na população transplantada e candidata a transplante, nomeadamente nas áreas da educação, formação, investigação, lazer e competição.

A equipa presente, eu, Conceição (caminhada) e Aurélio
Com uma organização cuidada e atenta, tudo correu pelo melhor. Só foi pena o dia não ter estado bonito para embelezar mais a prova mas não nos podemos queixar pois, uma vez mais, São Pedro foi amigo, dado que a chuva que caiu insistentemente parou 5 minutos antes da partida!
(já agora, São Pedro, e não querendo abusar, dava imenso jeito não chover no domingo de manhã e, especialmente, não haver vento. Desde já o meu agradecimento!) 

Pouco depois da partida
Após uma corrida de 10 km no passado domingo onde puxei como se recordam e antes da Meia de domingo onde tenciono fazer o mesmo, esta prova tinha como única intenção a presença, rolando a um ritmo calmo para poupar.

Acabou por ser mais rápido do que queria, pois se apontava para uns 5.50 / 5.55 de média, acabei por fazer os quase 8 km do trajecto em 5.36, isto porque tive que ir mais rápido para aquecer pois estava com frio!

Efectuei a corrida sempre ao lado do Aurélio, no que foi uma rica companhia.

Agora, venha domingo e a Meia-Maratona dos Descobrimentos.



Simpático cartão de agradecimento (fazendo jus ao nome) que estava no saco de final de prova

domingo, 27 de novembro de 2016

Corrida Juntos Contra a Fome (do susto 3 dias antes, aos 2.000 km e ao quase sub50)

Os três 4 ao Km presentes: Eu, Conceição (caminhada) e Aurélio 

3ª edição da Corrida Juntos Contra a Fome, 3ª presença neste evento de cariz solidário contra um flagelo que não deveria existir neste planeta.

Uma vez mais, uma organização a primar pela qualidade. Este ano regressou, em boa hora, a Cascais, palco da 1ª edição, após Lisboa na 2ª.

De destacar o valor de 10.075 euros que esta prova rendeu à Campanha Juntos Contra a Fome!

A minha presença destaca-se em 3 pontos, todos enumerados no título desta crónica. Indo por ordem:

Susto 3 dias antes: Podemos estar muito bem mas basta um pequeno segundo e tudo passa à história. E por momentos receei isso no treino de 5ª feira onde um pé a resvalar num buraco molhado pela chuva, fez-me dar um salto mas o mal parecia estar consumado pois senti o pé esquerdo a torcer, trazendo-me memórias do pé torcido em Constância 2007 (3 semanas parado e meses para recuperar totalmente) e a fractura do pé esquerdo no Natal 2008, obrigando à dolorosa experiência de 6 meses parado (essa é que foi a dor maior!).
Dei um passo e senti que não estava como em Constância, mas o pé doía e o receio de começar a inchar era grande. Para piorar a situação, sendo um treino de 10 km estava praticamente no ponto de retorno, portanto bem longe de chegar para ir colocar gelo o mais breve possível.
Resumindo, apesar do pé ter torcido, não criou entorse, deixou foi uma dor no tornozelo quando o viro para um lado ou outro mas que hoje parece estar passada e em nada prejudicou a corrida. 
Ufa!!!

2.000 km: Foi um momento especial o metro 6.308 da corrida. Foi esse o momento que cheguei aos 2.000 quilómetros em 2016! 
Como tenho referido, o record de quilómetros num ano vinha do ano passado com 1.556 km. Neste ano, devido à minha actual situação, com toda a disponibilidade para treinar, pensei em tentar chegar aos 2.000, no que seria um aumento de quilometragem de 28,5%, difícil de alcançar.
O que é certo é que a 34 dias do final do ano, já está. E neste momento prevejo, caso não exista nenhum imprevisto (exemplo do que poderia ter sucedido na 5ª feira...) que irei ultrapassar os 2.200 km, mais de 650 km num ano, cerca de 42% de incremento (como sempre, lá está o número 42!).
O melhor é que foi alcançado de forma sustentada, sempre com a preocupação da correcta recuperação, para evitar lesões. Apenas tive aquele problema nos gémeos em Fevereiro mas causado por um antibiótico estouvado que também me deixou intolerante à lactose.
Resumindo, o objectivo 2.000, e apesar de todas as dúvidas iniciais, foi um surpreendente sucesso e que que permitiu os resultados que já alcancei neste ano que é, sem qualquer dúvida, o meu ano de ouro. 

A dar "uma chapa" ao Nuno Sentieiro Marques que tirou a foto em plena corrida e a quem agradeço
Quase sub50: Pois é... este é o único objectivo que nunca alcancei e já o persigo faz 10 anos em Fevereiro próximo (mas não desisto!). Tanta vez que poderia ter sucedido mas, ou provas que não chegavam aos 10 km, ou por lesões ou outras situações, nunca alcancei. 
Esta prova era difícil de prever pois disputei a Maratona do Porto há apenas 3 semanas e desconhecia o ritmo que poderia impor. Inicialmente servia de bitola para saber com que contar no Grande Prémio de Natal daqui a 2 semanas. 
Mas nesta semana cheguei a sonhar para o dia de hoje, esquecendo-me desse sonho na 5ª após aquele quase acidente no pé. 
No entanto, no aquecimento, senti-me perfeito e decidi ir tentar. Desde já digo que terminei em 50.25 marcando o 3º melhor tempo de sempre (atrás do record de Constância 2011 com 50.08 e o Bodo no Pombal este ano com 50.20).
Mas se no Bodo há 4 meses acabei com a consciência que não poderia ter tirado um segundo que fosse pois fui sempre no limite do máximo, hoje terminei a lamentar o 7º e parte do 8º km pois sinto que poderia ter conseguido. Para perceberem melhor, nada como mostrar os meus tempos em cada km:
01 - 5.21
02 - 5.16
03 - 4.52
04 - 4.52
05 - 4.54
06 - 4.52
07 - 5.24
08 - 5.09
09 - 4.57
10 - 4.48
Nos dois primeiros, é normal. Não posso começar mais rápido do que isso para não colocar tudo em questão. Depois entrei naquele ritmo ideal que fui mantendo até ao quilómetro 7 onde senti uma quebra. No oitavo comecei a melhorar e acabei por recuperar, fazendo mesmo o meu melhor quilómetro no último.
Agora façam as contas ao que perdi no 7º e 8º. Ah pois...
A boa notícia é que consegui renascer depois da quebra, que não foi acentuada mas deu para perder os preciosos segundos com que terminaria a obsessão do sub50 (após praticamente 10 anos, sim, é mesmo obsessão!).
No final tive o luxo duma lebre do calibre do Tiago Marques (a quem muito agradeço) mas já não era possível (mas mesmo assim fiz os mil metros mais rápidos da corrida).

Um tempo na casa dos 50 minutos é raro em mim e em 156 corridas de 10 km apenas o consegui por 7 vezes (2 em 2007, 3 em 2011 e 2 em 2016). Aqui está a relação dessas marcas:

Lugar
Data
Prova
Tempo
1
2011-04-23
24º Grande Prémio da Páscoa - Constância
50.08
2
2016-07-30
34ª Prova do Bodo - Pombal
50.20
3
2016-11-27
3ª Corrida Juntos Contra a Fome - Cascais
50.25
4
2007-02-04
5º Grande Prémio José Afonso - Grândola
50.37
5
2007-02-25
8º Grande Prémio do Atlântico – Costa da Caparica
50.45
6
2011-01-16
4ª Corrida de São Domingos - Lisboa
50.52
7
2011-09-18
4ª Corrida Destak na Marginal – Carcavelos/Cascais
50.55

(agora, já sabem, como habitualmente, sem pressão adicional para o GP do Natal! :) )

5ª feira, feriado, vou em ritmo calmo à 1ª Corrida Solidária de Agradecimento ao Dador no Parque das Nações (8 km), e domingo tentar o melhor na Meia-Maratona dos Descobrimentos.



Não quero terminar sem uma referência especial à minha outra paixão no desporto. Também eu tenho dois amores: Atletismo e Automobilismo.
No capítulo Automobilismo, o pináculo é a Formula 1 que acompanho intensamente desde 1972,
O campeonato deste ano, hoje terminado, foi todo a "sofrer" para que Nico Rosberg alcançasse o mais que merecido título mundial, o que sucedeu hoje, tendo sido uma enorme alegria e emoção! Muitos parabéns Nico Rosberg, campeão do Mundo 2016! :)

O salto do título!

sábado, 19 de novembro de 2016

Começou a Operação Sevilha


De hoje a exactamente 3 meses, a esta hora e caso tudo tenha corrido como desejado, já terei sentido novamente a felicidade suprema de entrar no Estádio Olímpico de Sevilha, levantado os dois braços e cortado a meta.

Amanhã marcaria o início do plano para Sevilha mas decidi antecipar um dia para coincidir simbolicamente com o dia 19 e com os 3 meses em falta.

Para tal, tinha no plano 21.097, ou seja uma Meia em treino. Mas ambicioso como ando, tentei que este treino fosse bem mais rápido do que o normal. Queria que entrasse na casa do minuto 5 o que não era fácil por várias razões:
- Era uma Meia em treino e não em corrida e sabem a diferença que isso faz
- Amanhã faz apenas 2 semanas que cortei a meta na Maratona do Porto
- Em mais de 3/4 das Meias que realizei em corrida, a média foi na casa dos 6
- Queria chegar a esse tempo mas sem nunca forçar, sem nunca passar o limite do conforto (exactamente por ainda estar recente o esforço na Maratona do Porto)

Ora como bem se sabe, este ano está a ser o meu ano de ouro nas corridas e continuo a surpreender-me com os resultados de tanto treino. É que na verdade superei o tal ambicioso plano para este treino. Média de 6.00 em Meia significa um tempo de 2.06.35, portanto o segundo anterior seria o máximo e marquei, sem nunca ter ultrapassado o limite do conforto, 2.05.36, ou sejam 59 segundos menos do que o referido limite.

Se compararmos com as 48 Meias que já realizei em corrida, e apesar do record estar em 1.56.35, a verdade é que em 37 realizei um tempo mais lento que o do treino de hoje, o que me dá boas indicações para o resto do ano. 
Tal como disse, está a ser um ano de ouro mas ainda há ano para correr. Para ser exacto, mais 42 dias para correr (como sempre o 42 persegue-me, eu que até moro numa casa com o número 42!).

Também se prova, uma vez mais, que a táctica que uso a seguir a uma Maratona é a mais indicada para mim. Geralmente aconselha-se os atletas a começarem até 48 horas depois com corridas lentas e curtas mas uma coisa é o que funciona para a maioria, outra é a especifica para cada um.
O que faço é parar por completo as corridas durante a semana a seguir à Maratona. Faço algumas caminhadas mas nada de correr. Quando regresso, uma semana depois, venho com toda a força e gana e com fome de quilómetros, como me acontece desde sábado passado, dia que recomecei os treinos.

O resultado do Porto deixou-me mais determinado para treinar ainda mais e melhor para Sevilha. Como sempre em Maratona, o objectivo não é o tempo mas sim fazê-la o melhor possível. No Porto cheguei ao km 38 bem, claro que cansado mas a conseguir gerir, os últimos 4 é que foram complicados. O meu objectivo seria conseguir chegar aos 42 como cheguei aos 38 no Porto. O tempo é secundário numa prova desta natureza mas claro que seria influenciado positivamente por este facto. Mas, como já sabem, sem qualquer pressão exterior :)   

De amanhã a uma semana, dia 27, regresso às corridas com a 3ª edição da Corrida Juntos Contra a Fome da qual sou totalista.

Bom fim-de-semana a todos e uma palavra muito especial a quem vai amanhã disputar a Maratona de Valência. Que sejam muito felizes e alcancem tudo o que sonham.
Uma palavra de incentivo ainda mais especial para os amigos Isaac Carrelo e Carlos Mendes! 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Estatística e história de mais um record de classificados em Maratonas nacionais


Já imaginou uma Maratona com menos de 10 atletas a cortarem a meta? E apenas 2 como sucedeu por 8 vezes no Campeonato Nacional de Maratona? Ou um único atleta como em 1956?

Pois... esse era o panorama habitual nessa "prova de loucos". Em 1911, nos Jogos Olímpicos Nacionais, classificaram-se 22 atletas. No ano seguinte deu-se a tragédia Lázaro e esse valor constituiu record até 1978 onde foi batido por apenas mais um atleta. 

Mas eis que em 1982 o professor Mário Machado cria a Maratona Spiridon abrindo as portas às camadas populares, recompensado logo com um número acima da centena, 127 atletas.
Na altura, provando ser um visionário, Mário Machado declarou acreditar que um dia iria realizar-se uma Maratona em Portugal com mil atletas.

Demorou 26 anos mas em 2008 a barreira dos mil foi batida na saudosa Maratona da Xistarca.

A partir daqui, tem sido um constante galgar de records, estando agora muito perto da barreira dos 5 milhares. Chegou a ser sonhada este ano mas está cada vez mais perto.

Em 2004 Jorge Teixeira, através da sua Runporto, criou a Maratona do Porto, cuja primeira edição registou a chegada de 317 atletas. No ano seguinte esse número desceu marginalmente para 314 e desde aí não mais tem cessado de progredir, tendo este ano batido o record nacional de participação pelo 7º ano consecutivo! A que se juntam mais dois records. São eles:

- Maior número de classificados (de 4.406 para 4.736)
- Maior número de portugueses classificados (de 3.135 para 3.308)
- Maior número de atletas masculinos (de 3.848 para 4.098)

Os records actuais em solo nacional, ficam assim escalonados:

Classificados
4.736
Porto 2016
Masculinos
4.098
Porto 2016
Femininos
710
Lisboa 2015
Portugueses
3.308
Porto 2016
Estrangeiros
2.396
Lisboa 2015
Países
68
Lisboa 2016
Marca Masculina
2.08.21
Lisboa 2014
Marca Feminina
2.24.13
Lisboa 2016

Evolução do record de classificados em Maratonas nacionais:


Data
Maratona
Classificados
1910-05-02
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
10
1911-06-18
Jogos Olímpicos Nacionais (Lisboa)
22
1978-04-09
Campeonato Nacional (Faro)
23
1979-04-22
Campeonato Nacional (Portalegre)
27
1980-04-20
Inatel (Foz do Arelho)
37
1980-10-12
A.A.L. (Torres Vedras)
45
1981-04-05
Campeonato Nacional (Faro)
49
1982-04-04
Campeonato Nacional (Almeirim)
56
1982-12-20
Spiridon (Autódromo Estoril)
127
1983-12-18
Spiridon (Autódromo Estoril)
176
1984-11-03
A.A.L. (Lisboa)
324
1988-11-06
Xistarca (Lisboa)
442
1990-10-21
Xistarca (Lisboa)
562
1991-10-20
Xistarca (Lisboa)
775
2007-12-02
Xistarca (Lisboa)
825
2008-12-07
Xistarca (Lisboa)
1.005
2009-12-06
Xistarca (Lisboa)
1.153
2010-11-07
Porto
1.180
2011-11-06
Porto
1.515
2012-10-28
Porto
1.671
2012-12-09
Xistarca (Lisboa)
1.681
2013-10-06
Rock'n'Roll (Cascais-Lisboa)
1.836
2013-11-03
Porto
2.763
2014-10-05
Rock'n'Roll (Cascais-Lisboa)
2.865
2014-11-02
Porto
4.040
2015-11-08
Porto
4.406
2016-11-06
Porto
4.736

Evolução da Maratona do Porto:


Edição
Data
Classificados
1
2004-10-17
317
2
2005-10-02
314
3
2006-10-15
373
4
2007-10-21
412
5
2008-10-26
582
6
2009-11-08
857
7
2010-11-07
1.180
8
2011-11-06
1.515
9
2012-10-28
1.671
10
2013-11-03
2.763
11
2014-11-02
4.040
12
2015-11-08
4.406
13
2016-11-06
4.736
Como foram divididos estes 4.736 atletas que cortaram a meta no domingo?

Por sexo:
Masculinos
4.098
86,5%
Femininos
638
13,5%

Por escalão:
F20
151
F35
124
F40
152
F45
112
F50
99
M20
663
M35
744
M40
1.036
M45
748
M50
478
M55
263
M60
166

Equipa ou individual: 
Equipa
2.599
Individual
2.137

Equipa com mais atletas classificados: Núcleo Atletismo Taipas - 34 atletas
(1.122 equipas representadas)

Por valia de tempo de prova:
Até 2.59.59
189
3.00.00 a 3.29.59
854
3.30.00 a 3.59.59
1.603
4.00.00 a 4.29.59
1.197
4.30.00 a 4.59.59
603
5.00.00 a 5.29.59
213
5.30.00 a 5.59.59
75
Mais de 6.00.00
2

Por países: (46 representados, sendo 1.428 estrangeiros, 30,2%)
Portugal
3308
França
461
Espanha
319
Itália
92
Polónia
84
Bélgica
78
Alemanha
70
Holanda
58
Grã-Bretanha
56
Brasil
37
Suiça
21
Estónia
14
Finlândia
10
Suécia
10
Quénia
9
Hungria
8
Rússia
8
E.U.América
7
Austria
6
Canadá
6
Dinamarca
6
Grécia
6
Irlanda
6
República Checa
5
Japão
5
Luxemburgo
5
Letónia
5
China
4
Argentina
3
Noruega
3
Eslováquia
3
Ucrânia
3
África do Sul
3
Austrália
2
Bulgária
2
Lituânia
2
México
2
Angola
1
Colômbia
1
Etiópia
1
Macau
1
Nova-Zelândia
1
Paraguai
1
Roménia
1
Uganda
1
Venezuela
1

E, como sempre, a pergunta inevitável: O que nos reservará 2017?