domingo, 25 de junho de 2017

Minha décima Fogueiras, um saboroso berro e a importância dum simples segundo

Uma fotografia histórica! Os 4 ao Km com os famosos C.A.L. (Clube Atletismo de Lamas, mundialmente conhecidos por Pernetas)
Só foi pena não estar na altura o Aurélio mas está aqui
Fotografia que faltava no currículo, com o Perneta-Mor Carlos Cardoso!

Estado de graça.
Não há outra forma de definir o que se passa comigo desde há 13 meses a esta parte. 
Algo que me leva a atingir o que nunca sonhei e a surpreender-me em cada uma das vezes.

Último sábado de Junho é dia de rumar a Peniche, a uma clássica das nossas corridas, a uma organização ímpar e a um público maravilhoso. 

Assim o fizemos, eu e a Mafalda, na sempre excelente companhia da Isa e do Vitor. 
E foi a décima vez que aí rumei. Em 12 épocas apenas falhei no meu primeiro ano por ainda não ter estaleca para o que na altura me parecia uma distância enorme, e no ano do pé partido pois tinha acabado de regressar e ainda não estava com estofo para 15.

O meu record dos 15 km esteve durante 9 anos em 1.20.20. Durante esse período fiquei várias vezes perto de o bater mas parecia que havia ali uma barreira intransponível. Até que em Peniche no ano passado realizei 1.18.59, tempo que nunca tinha imaginado. Como corridas de 15 há poucas, a seguinte foi apenas em Abril deste ano, no dia do meu aniversário, e onde baixei para 1.18.03, o que também nunca esperei. Mas inesperado e na minha cabeça completamente impossível, foi o que sucedeu um mês depois no 1º de Maio onde marquei um tempo que na altura considerei que nem era tempo para mim, para as minhas capacidades, 1.16.41

Claro está que sendo as Fogueiras num percurso mais penalizante que o 1º de Maio e sendo esse tempo uma verdadeira loucura, era ponto assente que não iria batê-lo. Iria sim correr dando o máximo e no final logo se veria o que faria.

Baixar da 1.20, parecia-me perfeitamente ao alcance (o que seria giro pois após passar 9 anos a não o conseguir, seria a 4ª vez em 4 provas de 15). Bater os 1.18.59 do ano passado também acreditava desde que estivesse num daqueles dias. O sonho mais selvagem era chegar a 1.17. Menos do que isso, perfeita consciência que não era possível.

Após um bom aquecimento, e com a vantagem de partir na onda verde, não prejudicando o andamento nos 2 quilómetros iniciais pelo tráfego (benesse pelo tempo do ano transacto), iniciei a corrida em modo ataque máximo. 

Tenho perfeita consciência que tem dado resultado entrar logo a matar mas algum dia dará para um monumental estoiro. Mas sexta não foi a véspera desse dia (frase cara aos gauleses do Astérix) e senti que estava tudo a funcionar na perfeição.


Duas fotos ao 5º Km
Tal como no ano passado, a incógnita era a subida de 3 km. Chegar lá tendo corrido sempre no limite, o que provocará? Em 2016 fui surpreendido por ter ainda aumentado a velocidade. E não é que 2017 foi igual?

Tudo bem e a média no relógio sempre a apontar algures no minuto 17.

As condições meteorológicas estavam boas para a época e apenas no 14º quilómetro se apanhou vento de frente. Aí senti o desgaste mas logo recuperei.

Para ter a informação que desejo, o meu relógio GPS está dividido em 4. Tempo total, tempo último Km, distância total e média total. O que significa que, por uma questão de espaço no visor, o tempo total apresenta minutos e segundos mas a partir da hora mostra horas e minutos, deixando de se ver os segundos.

Ao entrar no último km, e sem ter a certeza de quantos segundos marcava, constatei que deveria dar para 1.17 baixo ou, surpresa das surpresas, 1.16 muito alto, ficando assim perto do record. Marca que poderia ficar perto mas não iria ser batida. Isso era ponto assente.

As forças já não eram muitas mas consegui reunir as que sobravam para o último quilómetro ser o mais rápido de todos e mais dei ao avistar a meta.

Cortei e, alegria!, vi que foi no minuto 1.16, faltava saber os segundos e constatar a quanto tinha terminado do record. Marca que, relembro, era 1.16.41

Num instante fui ao tempo total completo e... dei um enorme e bem sentido berro ao ver o que nunca esperei: 1.16.40!!!

Afirmo o mais sinceramente possível, nunca me passou pela cabeça bater novamente o record! Foi mais uma surpresa oferecida por este estado de graça que perdura. 

Um segundo pode ser só um segundo mas é um segundo. E recordo-me bem, há uns anos atrás, quando andei em época de seca de records durante "décadas", o ter ficado a 2 segundos do record dos 15 em Mafra. As saudades que nessa altura tinha duma melhor marca e ficou tão perto. Ontem, num momento que até me custa a acreditar, em que estão a sair records como pãezinhos quentes, foi um segundo a menos.

Fiquei ali a absorver o momento e a ver chegar outros atletas enquanto aguardava a Isa e Vitor. E as alegrias ainda não tinham acabado (para saber mais, ler depois a crónica da Isa).

A prova do "crime"
De registar que nesta 38ª edição das Fogueiras, bateu-se o record de participação com 2.895 classificados mais 108 que a anterior melhor participação, vinda do ano passado.
Entre 2.895, terminei claramente na primeira metade (1.294) e no escalão fui 66º entre 152.

E foi assim o relato de mais um momento épico. Como sempre o afirmo, é aproveitar enquanto está a dar, que isto não dura sempre...

Próxima prova, sábado Meia-Maratona de Almada.

Até lá, uma boa semana a todos.

E um muito obrigado ao voluntarioso, generoso e entusiasta povo de Peniche!!! São um espectáculo e um marco no nosso mundo das corridas!




Adivinha do dia (e esta é de difícil resposta): Estará o pessoal feliz?

sábado, 17 de junho de 2017

Um muito agradável mini longo

Com o Tiago Marques, excelente companhia no treino de hoje

Desde meio de Março, depois de recuperado da Maratona de Sevilha, que em todos os fins-de-semana, com excepção do 2º em Abril, tenho dado forte e feio seja em corridas ou treinos.

Após os inesperados 48.19 no Santo António há 2 semanas e o record dos 30 na semana passada, este era o fim-de-semana perfeito para ter um treino calmo, até porque durante a semana notei que estava mesmo a precisar de "dar uma acalmada no pneu" (como dizia o grande Ayrton Senna) pois a recuperação foi mais demorada e custosa.

Assim, hoje foram calmos 20 km em cerca de duas horas e com a grande benesse de companhia. Efectivamente, o Tiago Marques combinou treinar comigo (já era para ter sido na semana passada mas um imprevisto obrigou a adiar uma semana). 

Ora para quem está habituado a fazer estes treinos maiores sozinho, o de hoje, além de ser menor, passou-se num instante com a agradável converseta.

Para fugir ao calor, decorreu entre as 6.10 e 8.10, quando o sol ainda não está alto e castigador.

E prometendo a prevista canícula, logo às 6 da manhã já marcava 22 graus. Mas o grande problema é quando o sol é directo o que não sucedeu.

Foi um óptimo carregar de baterias (muito obrigado Tiago!) para mais uma semana de treinos, culminando no sábado com a clássica e mítica Corrida das Fogueiras em Peniche, onde o público é espectacular (S.Silvestre da Amadora e Fogueiras, das que conheço, estão no topo das excepções ao cinzentismo nacional)

Uma boa semana a todos, protejam-se do calor e hidratem-se!

domingo, 11 de junho de 2017

Mais um batido. Agora foi a vez dos 30 :)

Eu corro pelo prazer que a corrida me dá. Não corro atrás de records.  

Agora, claro, se sinto que posso chegar lá, é evidente e natural que dou o que tenho. Em 12 épocas de Atletismo aprendi diversas coisas e uma é que temos vários ciclos. E se um é negativo, demora a sair, mas quando é positivo, basta um pequeno nada para terminar. Por isso, enquanto está a dar, é aproveitar a maré.

Maré que resulta de ter transformado uma situação negativa em algo de positivo pois, ao ter agora toda a disponibilidade em termos de tempo, pude passar a treinar de outra forma e com uma carga incomparavelmente maior.

Hoje era dia de treino de 30 e o plano marcava um ritmo que seria record na distância. Mas neste caso a intenção não era o record mas sim seguir um plano de ataque para o Porto. Quero chegar à Invicta o melhor possível. E esse melhor possível é com a intenção de "morrer" apenas aos 42.196 e não antes como tem sucedido.

Para tal, há que intensificar o ritmo nos 30 km. Treinos de 30 onde não tenho companhia do resto do pelotão, não vou na estrada, não tenho geis nem reforço de massa nos dias anteriores. Assim, ao treinar sem essas benesses e a um ritmo mais vivo, poderei chegar lá e, com tudo a que tenha direito, a coisa tornar-se mais fácil quando na realidade começar a Maratona (a partir dos 30).

A minha melhor marca aos 30, e até Agosto passado, vinha da passagem na primeira Maratona (2012) com 3.14.47. Apenas em Agosto passado, em treino, baixei e logo para 3.09.11. Seguiu-se a passagem no Porto em 3.08.16 e em Sevilha com 3.06.03 que era o record que durava até hoje. Em treino, o mês passado fixei-o em 3.07.30

Ora o meu plano para o Porto, além de 10 treinos de 30 (este foi o 3º), aponta para 4 especiais. Em Maio um a média de 6.15 (o que dá 3.07.30), Junho em 6.10 (3.05.00), Julho a 6.05 (3.02.30) e Agosto 5.59 (2.59.30). Algo de demasiado ambicioso à partida.

O que é certo é que o de Maio foi cumprido ao segundo certo (os tais 3.07.30) e hoje se lograsse a média estipulada, até seria record, mas sendo secundário esse ponto pois o principal é cumprir o plano para o Porto.

Acontece que demorei a recuperar do esforço brutal de sábado passado com o novo record aos 10 e onde deixei lá tudo, tudo sem sobrar uma gramita de esforço. Os treinos na semana tiveram que ser sempre de recuperação. 

Ando a treinar todos os dias menos na véspera de corrida ou de treino longo (sempre com a máxima de a seguir a um puxado, um leve). 
Esta semana decidi que, além do Sábado, descansaria também na Sexta pois a recuperação estava difícil.

Acordei às 5 para começar por volta das 6. E estava receoso pois não sabia se já estaria a 100%.
Cheguei às 6 ao Inatel de Oeiras mas iniciei o treino apenas às 6.16 pois antes estive numa longa conversa comigo mesmo para ganhar confiança (nem a propósito, Sofia, as conversas interiores!).

Lá comecei e, apesar de ir bem, até aos 3 estava com muitas dúvidas e receios. Depois, isso desapareceu tudo e foi questão de ir a desfrutar até ao quilómetro 27, sempre com ritmo certinho, e até melhor em relação ao planeado.

Aos 27, comecei a acusar o cansaço e, especialmente, o calor. Parecia que estava a quebrar o ritmo mas o relógio dizia que estava igual. 

Estes 3 finais fizeram que terminasse desgastado mas feliz por mais um treino de 30 realizado e com o objectivo não só alcançado mas bem ultrapassado. 

Se a média de 6.10 parecia ambiciosa para 30 quilómetros, acabei por fazer 6.07,3 o que deu um tempo final de 3.03.39 e um novo máximo batendo o anterior por 2.24

Para já esse plano está a ser cumprido, vamos ver o que dará o de Julho (e em especial o tão esticado de Agosto. Aí é melhor começar às 5 para evitar o calor na parte final).

Durante a semana, treinos de recuperação e sábado terei um de 20 mais sossegado. 

A próxima corrida é a 24, a mítica clássica Corrida das Fogueiras em Peniche.

Uma boa semana a todos! (com 1 ou 2 feriados no meio, consoante a zona do país onde trabalhem)


domingo, 4 de junho de 2017

Dose dupla: Stº António (a minha 400 e com novo e épico record aos 10) e Oriente (em jeito de recuperação)

Sábado, 7ª Corrida de Santo António
Antes do grande feito

Queria comemorar a minha corrida 400 com novo sub50. Como sabem, andei 10 anos a lutar para conseguir um, o que sucedeu finalmente no Grande Prémio do Natal, em Dezembro, com nunca imaginados 48.42 e depois na APAV em Março os 49.58. Fazendo outro significaria o 3º em 6 meses, o que seria uma boa recompensa aos 10 anos de espera e luta.

49.59 estava excelente, chegava. Bater o record nem por sombras pois era uma marca esticada demais e alcançada num percurso muito favorável.
Bom, quanto ao nem por sombras, não nos podemos esquecer que a corrida era ao início da noite, onde sombras há muitas e não imaginava o quão épico iria ser a prova!

Como habitualmente em vésperas de grandes feitos, há sustos. Este deu na véspera por uma dor estranha no pé esquerdo, entre a palma do pé e os dedos, naquela parte estilo almofadinha. Penso que terá sido por ter pisado alguma pedra.
Fui tomando os cuidados habituais mas o que era certo é que sentia uma dorzinha sempre que apoiava o pé, o que me lançava a dúvida de como iria reagir durante a corrida, em especial sabendo que queria dar forte e feio.

Ora com o sapato de corrida calçado e amparado, não senti qualquer dor. Siga!


Em excelente companhia antes da partida
Fiz um bom aquecimento o que permitiu iniciar a prova logo ao ataque sem comprometer o resto da corrida, o que tem sido algo que tenho vindo a melhorar e muito. O ter partido no bloco sub50 também facilitou em matéria de trânsito inicial e dei por mim com o primeiro quilómetro a ser realizado logo no minuto 4 o que é inédito.

As sensações que recebia era que dava para aguentar esse ritmo de faca nos dentes e lá continuei, sempre a sonhar com o sub50, até ao quilómetro 5.

E foi aí, a meio da prova, que tomei consciência do que se passava. Passei em 24.12, média para bater o record! Com surpresa, pois nunca tinha imaginado ser possível, lá continuei ainda com mais ganas.

E os quilómetros foram passando e nada de mínima quebra. O problema seria que no final tínhamos que dar uma volta ao Rossio, sendo que essa parte é em calçada. Mas quem quer saber disso quando cheira a um momento épico? Quem quer saber do vento que estava? Apesar da ventania ter acalmado um pouco à hora da corrida.
Há dias que nos sentimos imparáveis. Tudo fruto da parte mental, com grande ajuda dos resultados que tenho obtido e que nestas alturas fazem acreditar que é possível manter e aguentar.


A alegria

E corto a meta em 48.19!!! Média de 4.49,9 com o quilómetro mais lento em 4.53! (durante a esmagadora maioria da minha carreira, um quilómetro assim era raro, agora foi o mais lento).

Ao parar senti-me um pouco tonto mas oiço falarem comigo, era o Hugo Miguel Sousa, o responsável da HMS que mais uma vez esteve brilhante na organização dum evento desta natureza. A seguir chega o Nuno Moreira, tendo trocado um abraço como se pode ver na foto que se segue.


Ainda meio tonto 😄
Mais uma vez, como tem sucedido nestas últimas, terminei em lugares não habituais. Na geral terminei nos 27,5% primeiros (684 entre 2.483) e nos 29,7% no escalão (33 em 111). Completamente novidade para mim!

Os 10 km foram feitos assim: 4.52 / 4.49 / 4.51 / 4.53 / 4.47 / 4.49 / 4.49 / 4.50 / 4.52 / 4.47.
1ª légua em 24.12 e 2ª em 24.07. Apenas 6 segundos de diferença entre o mais rápido e o mais lento, ao estilo relógio suiço!

A prova provada!
Enfim. Que posso dizer mais? Correr é uma felicidade. Aliar isso a resultados nunca dantes sonhados, mais é! E estou a ser recompensado por todo o muito esforço que tenho efectuado desde final de 2015 com esta fase de bater records que dura há 13 meses! Há que aproveitar. Aproveitar mas dando tudo como nesta prova onde senti que não ficou uma só grama de esforço para dar. Deixei tudo ali no alcatrão.

Corri como se não houvesse amanhã. E no amanhã havia mesmo uma corrida. Mas, como planeado, para ir em jeito de treino de recuperação.

Esta foi a melhor maneira de comemorar as 400 corridas. No final deste artigo, uma resenha estatística de como se articularam estes números.


Com o manjerico que nos oferecem no final


Historial da Prova


Domingo, 16ª Corrida do Oriente


A equipa presente (eu, Aurélio e Orlando) com a Margarida Dionísio

Pouco mais de 12 horas depois, rumei ao Oriente para a minha 11ª participação nesta prova, que neste momento é aquela onde mais vezes fui, sendo que em Julho a Lagoa de Santo André a irá igualar.

Quando acordei, as pernas pareciam estar benzinho, a parte respiratória é que ainda fatigada. Curiosamente durante a corrida inverteu-se a situação.

Foi uma corrida muito agradável pela companhia, Sandra, Nuno e Mónica, o que fez esquecer o percurso muito pobre desta edição. 

Deixou-se de ir à estrada, para dar 2 voltas a um percurso de perto de 5 km nos passeios do Parque das Nações, com todas as rasteiras inerentes de tábuas mais levantadas no passadiço ou o passeio com ressaltos pelas raízes das árvores. Contingências...

A meio da corrida com a Mónica e Sandra. Curiosamente os 3 dorsais começam por 1 e acabam em 6

O ritmo foi o ideal depois do que fiz no Santo António e, devido à companhia, a 1.04.06 que demorei passou num instante. E até deu para parar a meio para o prazer de falar à Rute e Artur que ali encontrei.

A Corrida do Oriente já foi muito grande e um marco no calendário, espero que a deixem regressar, se não for possível aos seus tempos áureos, pelo menos a um melhor percurso.

O resto esteve bem, inclusive mantendo a oferta da caneca (a minha 10ª pois em 2006 ainda não davam).

A caneca
De salientar que esta corrida é especial para mim pois foi aqui que em 2006 baixei pela primeira vez da hora na dupla légua e em 2009 marcou o meu regresso após uma ausência de 6 meses pelo pé partido.

E também de registar que uma das minhas companhias de hoje, o Nuno, é totalista nesta prova (16 em 16!).

A próxima corrida será daqui a 3 semanas, Corrida das Fogueiras em Peniche. Os dois próximos fins-de-semana serão dedicados a longos, em especial o próximo domingo com um ambicioso treino de 30.



400 Corridas em números

26 de Março de 2006 a 3 de Junho de 2017

(Esta estatística não engloba a Corrida do Oriente de hoje, por ser a 401 e os dados são das primeiras 400)

Inscrevi-me em 411 provas, participei em 400 e concluí 395.
Das 11 que estive inscrito mas fui obrigado a faltar, a razão foi sempre por lesão ou doença (só da vez que parti o pé, já estava inscrito para mais 5).
Das 5 que parti e não cortei a meta, as desistências foram 4 por lesão ou indisposição impeditiva de continuar, e uma por opção.

Participei em 128 provas diferentes, havendo um quarteto em que participei por 10 vezes: Corrida da Liberdade, Corrida do Oriente (a), Corrida da Lagoa de Santo André (b) e São Silvestre da Amadora.
(a) Com a participação de hoje passou a estar isolada com 11 participações
(b) Daqui a pouco mais dum mês também passará a contar com 11

Corri 201 vezes pelos 4 ao Km, 196 como individual e 3 pelos Leões de Porto Salvo.

394 corridas a solo e 6 de estafetas.

Nas 400 que participei, a distância que percorri foi de 5.018,856 km, tendo demorado 492 horas (20 dias e 12 horas) 35 minutos e 21 segundos.

Provas com chip foram 327, sem chip 73.

Tipos de piso: Só alcatrão 345; Alcatrão e terra 44; Tartan 6; Só terra 4; Cross 1.

O número de dorsal mais utilizado foi o 409 por 8 vezes e o 1057 por 7. Porém, estes eram números fixos dos Troféus das Localidades de Oeiras, Sintra e Cascais. 
De forma aleatória, foram o 506 e o 515 por 4 vezes.
O dorsal mais baixo que utilizei foi o 1 no Grande Prémio de Mem Martins 2013 e o mais alto o 59295 na Maratona de Paris 2015.

Recebi 165 medalhas de participação. Por lugar, uma taça pelo 2º lugar da equipa no respectivo escalão na Estafeta Cascais-Lisboa 2013.

Quanto às distâncias:

Distância
Partida
Meta
-5.000
5
5
5.000
10
10
+5.000 -10.000
62
61
10.000
177
175
+10.000 -15.000
17
17
15.000
45
45
+15.000 -20.000
12
12
20.000
13
12
21.097
50
50
42.195
9
8
Total
400
395

E é assim, de forma muito resumida que se encaixam 400 corridas em números. Números que são exactos e frios, não transmitindo toda a emoção, prazer, esforço e sofrimento que cada uma proporcionou. 
E nenhuma foi apenas mais uma. Cada uma foi e é especial.

Venham muitos mais anos sempre a poder correr! (o meu sonho/utopia é fazer uma Maratona aos 100 😃)